CAPÍTULO VI
Uma ficção legal. O guarda-comida de um antropófago. Astúcia infernal dos botocudos.
As provisões estavam estendidas sobre a relva.
Sentamo-nos em volta, dispostos a cumprir convenientemente o nosso dever.
Os capitães, escusa dizer, não tinham abandonado os seus fuzis, que continuavam a tiracolo, prontos para qualquer acontecimento. E ainda mais, cada um dos deles havia metido na cintura duas pistolas e um punhal.
O nosso arsenal não era tão importante; compunha-se de três fuzis, que colocamos ao nosso lado.
Os cavalos e as mulas pastavam à direita e à esquerda, tendo de permeio os três prisioneiros.
O leitor já deve ter apanhado o aspecto geral do nosso acampamento.
Fruchot acabava de servir Manuela, quando os capitães-do-mato, depois de trocarem um olhar, levantaram-se ao mesmo tempo.
— Senhores, disse Santa Maria com voz firme, ignorais os nossos costumes. Não queremos admitir que tivésseis a intenção de nos fazer uma afronta.