Deus-lei das cousas e lei das pessoas, Deus-origem, e Deus-fim, Deus-princípio, e Deus-destino.
Na vida social, a imagem de Deus ficou, desde logo, ligada à ideia, fundamental em todo agrupamento, de proteção, de amparo, de assistência, de socorro e de guarda: proteção e socorro, contra o estranho; amparo e assistência, dentro do grupo. A primeira lei de todas as sociedades é a lei religiosa: lei a um tempo moral, política, e civil revela e manifesta a sociedade unida por vontade de Deus.
Este laço inicial de união, inexpresso no grupo gregário, despontando na tribo e no clã, engloba, com a nação, diversos elementos confluentes: a raça; e, por força da raça, a língua; um território, a tradição oral de uma lenda, uma religião já complicada de dogmas, mitos e liturgia, obra da imaginação e da consciência de autoridade, do feiticeiro...
Deus defende o homem dos males inacessíveis do mundo cósmico, e na sociedade, dos males, imprevistos e ocultos, que não alcança e não pode combater.
O espírito da nação forma-se, assim, como um sentido coletivo de proteção, de amparo, de