mandada ao Ouvidor e à Câmara para que se apresentassem nos paços do Conselho.
Apenas a primeira deputação apareceu na praça, trazendo no meio o ilustre sábio da nação, conhecido em toda a Europa pelo nome de Monsieur d'Andrada, os ares retumbaram com este grito muitas vezes repetido: Viva o Sr. Conselheiro!
Ele subiu à sala da Câmara acompanhado de imenso povo, e disse:
- Senhores, eu sou muito sensível à honra que me fazeis em eleger-me para presidente da eleição do governo provisório que pretendeis instalar. Pela felicidade de minha pátria eu faria os mais custosos sacrifícios até a última pinga do meu sangue.
A resposta foi um grito geral:
- Viva o Sr. Conselheiro!
E ele continuou:
- Esta eleição só pode ser feita por aclamação unânime; descei, senhores, à praça e eu da janela vos proporei aquelas pessoas que por seus conhecimentos e opinião pública já por vós manifestada, me parecerem dignas de serem aceitas.
Alguns cidadãos lhe disseram:
- Sr. Conselheiro, nós não queremos no governo aqueles que até agora têm sido nossos opressores e queriam personalizar.
Mas ele atalhou dizendo:
- Senhores, este deve ser o dia da reunião de todos os partidos, da reconciliação geral entre todos. Não nos lembremos mais do passado; desapareçam os ódios, inimizades e paixões; a pátria seja a nossa única mira. Completemos a obra de nossa regeneração com sossego e tranquilidade, imitando a honrada