reimpressa parcialmente no segundo volume das Memórias do Maranhão, de Candido Mendes de Almeida.
Dois fatos o singularizam: a missão de Francisco Pinto e Luiz Figueira em busca do Maranhão, a de João Lobato e Jeronymo Rodrigues aos carijós e patos, nas pegadas de Pero Corrêa e João de Sousa, protomártires da Companhia. Nesta notabiliza-se depois João de Almeida.
A primeira resultava da dificuldade de navegação regular entre Pernambuco e a costa Leste-Oeste. A conquista da Paraíba e do Rio Grande do Norte tornou-se possível depois que o inimigo, francês ou indígena, foi atacado por terra. Neste sentido fez uma tentativa Pero Coelho de Sousa que suas imprudências, depois de chegar sem tropeços a Ibiapaba, malograram. Não foram mais felizes o "Amaniara", o senhor da chuva, Francisco Pinto e seu jovem companheiro, autor da segunda gramática da língua geral e de importantíssima narrativa da missão, impressa pelo Barão de Studart.
Alexandre de Moura, o conquistador do Maranhão, o incorporador da Amazônia, para onde já acudiram flamengos, franceses e ingleses, predecessor de Lord Cochrane na campanha da independência, foi o primeiro que, partindo de Pernambuco por mar, na mesma embarcação voltou a Pernambuco. A metrópole compreendeu que não havia fiar na constância de lances de fortuna tais, e o Maranhão com as terras confinantes foi constituído governo independente, que só com a península comunicava.
Sobre a última fase da vida de Fernão Cardim, decorrida entre o termo do provincialato e a morte, reina grande obscuridade. Antonio Vieira diz que morreu de