da determinação voluntária e permite verificar a sua subordinação às leis gerais da motivação.
Não é menos incompreensível, do ponto de vista do livre arbítrio, a declaração de Tobias Barreto de que ele "considera o crime como uma das mais claras manifestações do princípio naturalístico da hereditariedade".
Não aproveita, não atenua e pelo contrário agrava ainda mais esta contradição a sua comparação das modificações possíveis da vontade (ele diz índole, isto é, caráter) com as modificações da cor nas pétalas da flor e nas plumas das aves.
"Se por força da seleção natural ou artística, diz ele, até as aves mudam a cor das plumas e as flores a cor das pétalas, por que razão, em virtude do mesmo processo, não poderia o homem mudar a direção da sua índole?"
A comparação pode ser poética, mas não é lógica.