CAPÍTULO III
O enjoo de mar. Os senhores brancos e a negra. Estâncias de Camões. Amor de uma escrava. História de uma duquesa bronzeada. A mulher de cor. Seu papel nos trópicos.
Conheceis essa horrível enfermidade que aperta o estômago, desloca o coração, fustiga as entranhas sem cessar, tira o apetite, a memória, o desejo de viver e vos arroja, desgostoso de tudo, entre as tábuas de uma cabine? Esse pavoroso suplício, ao qual certas organizações não podem resistir, e para o qual não existe remédio, chama-se enjoo de mar. Há pessoas que são refratárias a esse mal. Fruchot pertencia a esses favoritos da sorte. Quanto a mim, não pude nunca pôr pé em uma embarcação sem que fosse logo vencido por intoleráveis sofrimentos. O jogo do navio, a calma, a tempestade, tudo me era indiferente ou antes, nada desviava as torturas que me haviam sido infligidas.
Dizem que o corpo se habitua ao balanço do navio e que bastam alguns dias de mar para que as faculdades, passageiramente perturbadas, recuperem o seu equilíbrio. Várias vezes ouvi sustentar que cada um deve pagar o seu tributo, mas que, depois de uma travessia,