CAPÍTULO IV
Polidez brasileira. Superstição dos senhores. O lenço do capitão Vermelho. Os lenços de Fruchot. A seita dos sebastianistas. São Jorge dos Ilhéus. Um drama conjugal. O sertão e a floresta. Os capitães-do-mato.
Nosso comandante, o sr. Sebastião Pedro Vermelho, é um homem alto, anguloso, seco, com uma cara que, a despeito do seu nome, parece uma lâmina de navalha. A sua arrogância não se pode comparar senão à sua suscetibilidade, que é excessiva. Junte-se a isso o mais profundo desprezo por certas medidas higiênicas elementares, mesmo em nossos campos.
Destarte, o sr. Vermelho nunca pôde compreender o papel dos lenços na sociedade moderna. Ligado à tradição adâmica, está convencido de que a natureza previu a necessidade especial do nariz, e os lenços que saem das fábricas de Manchester, Mulhouse e Lyon são destinados apenas à limpeza dos dedos.
Mas, apresso-me em reconhecer que esta opinião não é unicamente sua, e que a responsabilidade não deve caber por inteiro ao nosso digno comandante.
Não é raro, com efeito, encontrar nas cidades, mesmo no Rio de Janeiro, senhores enluvados, de sapatos