CAPÍTULO II
Os mártires da civilização. O Correio Geral. Trombones e saxofones. Como um artista de talento se transforma em corretor de mercadorias.
O destino de Fruchot lembra-me uma ideia pré-concebida, acariciada na América, e que me tem preocupado várias vezes depois da minha volta à Europa.
Realizar-se-ia esse projeto pela publicação de um livro tão curioso quanto instrutivo (um estudo de costumes como ainda não existe), que seria a crítica nua e crua de nosso estado social, dessa civilização altiva, jatanciosa, materialista, impiedosa, que tanto nos orgulha a nós outros europeus.
Não se trata senão de contar a história de todas as decepções, de todas as misérias, de todas as baixezas, de todas as vergonhas, de todos os crimes, que certas organizações devem fatalmente suportar, antes que o desespero as leve ao extermínio ou às longínquas plagas do exílio.
Intitular-se-ia essa obra: Os mártires da civilização.
Oh! Se as cidades e as solidões intertropicais nos quisessem revelar as lúgubres confidências que lhes